Posse Novos Acadêmicos
Álbum de Fotos do evento em comemoração aos 17 anos de fundação da Academia Paulistana Maçônica de Letras e da posse dos acadêmicos Luiz Flávio Borges D'Urso e José Maria Dias Neto.
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José Slinger
Esta é uma tarde especial, solene e cheia de afeto, consagradora de uma gestão de muito trabalho, que se transforma numa comemoração de profundo respeito ao Irmão Shlomo Zekri e sua diretoria. A sua ação caro Shlomo construiu um sentimento coletivo, promoveu um trabalho produtivo e honrou nossa academia.
Agora e sua vez Caro Baccaro,
A vida é urgente, muitas vezes esperamos demais, esperamos para fazer o que precisa ser feito num mundo em que nos é dado um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã. Enquanto lamentamos que e vida é curta, agimos como se tivéssemos à nossa disposição um estoque inesgotável de tempo.
Presidente Baccaro
O erro mais trágico e persistente do pensamento humano é o conceito de que ideias são mutuamente excludentes. Em cada individuo, em cada povo, em cada cultura, em cada credo existe algo que é relevante para os demais, por mais diferentes que sejam entre si. A reverencia pela diversidade é a pedra fundamental da democracia, da justiça, e da paz social.
Digno Presidente
Proclamo, que precisamos semear uma nova espécie de pensamento. Daquele que se enraíza nos corações da grande comunidade humana, e este pensamento está sendo realizado não somente nos sonhos dos idealistas do passado, mas nas coisas do presente, em cada ato de cada Irmão, em cada escrito de cada acadêmico, que com certeza haverá de modificar o mundo para melhor.
Benvindo presidente Baccaro.
Por sua formação e elevado espírito empreender, tenho certeza que teremos um período muito rico, desenvolvendo o sentimento de generosidade e do justo, procurando na cultura os caminhos de nosso crescimento.
Na cerimônia formal de recepção aos novos candidatos à “imortalidade,” revestida de invulgar solenidade, misto de sobriedade e pompa, que se realiza anualmente ou quando vaga alguma das cadeiras, no exato momento em que, sobre os mesmos se apõem, medalhão e estola, símbolos circunspectos da sua investidura, os novos acadêmicos são convidados a pronunciar, no espírito e simbolismo da tradição maçônica o seguinte:
JURAMENTO DA“ACADEMIA PAULISTANA MAÇÔNICA DE LETRAS”
“Juro e prometo que, ao exercer a arte de escrever e de falar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da sapiência e da retidão. A minha mão nunca escreverá o que não for certo, justo e educativo. A minha boca jamais proferirá o que estiver fora dos ditames da sabedoria, da pedagogia e da prudência. Jamais servir-me-ei deste dom, que me foi dado graciosamente, para corromper os costumes, ou, favorecer aquilo que estiver errado. Se cumprir este juramento com fidelidade, desfrute eu para sempre e fruam também a minha vida e a minha arte, de grande reputação entre os homens. Se o infringir, ou de leme afastar, sejam o meu nome e a minha obra, lançados ao eterno esquecimento. Assim, Deus me ajude”. O sentido inspirador, o simbolismo e significado intelectual deste juramento ou compromisso, transcende a mera verbalização de um propósito, formal desejo ou afirmação. Representa a profunda e lúcida convicção inculcada na alma e mente de quem o pronuncia, mais do que um simples comprometimento. É acima de tudo a cristalina certeza de comportamento adequado, o aberto e sincero testemunho, o conspícuo e devido respeito, a coerência de quem “AD MAJORA NATUS”, “nascido para desafios maiores”, professa perfeita identificação com os arraigados princípios do bem e do amor que levam à verdade, à compreensão, à empatia, à caridade, à submissão aos ideais, à serenidade e ao abrandamento dos apelos imediatistas de um ego exacerbado, ao perdão, à união e sobretudo à humildade, base e fundamento de todas as virtudes e expressões espirituais, que conduzem à vida civilizada interdependente e à consecução da Paz, entre irmãos e confrades, profanos e leigos, na vida privada individual e em sociedade. São princípios, padrões e sentimentos que sintetizam o verdadeiro ideal maçônico, apanágio compensador de toda a sua ação, dedicação pessoal, trabalho profícuo intelectual, cultural e transcendência espiritual, para a Glória do Grande Arquiteto do Universo.